Desenvolvimento Educação
15 jun 2022

INVISTA EM UMA RELAÇÃO MAIS POSITIVA.

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A rotina com nossos filhos pode ser muito desafiadora, ao educar uma criança tentamos ao máximo protegê-la dos perigos, incentivar a realizar determinadas atividades e se comportar de forma que não prejudique ela mesma nem os outros. Porém, muitas vezes, as atitudes dos pais, mesmo que tenham uma boa intenção, podem atuar de forma negativa no desenvolvimento das crianças. Hoje vim falar um pouco mais sobre formas de tratamento e atitudes que podem ser identificadas como violência psicológica para com as crianças e que devemos ter atenção, tanto no ambiente familiar, como nos grupos de convívio dos pequenos.

Sempre que pensamos em violência lembramos da violência física, mas a violência psicológica pode ser tão grave quanto. Ela é caracterizada por atitudes, palavras e condutas que possam causar algum tipo de dano psicológico, emocional e até de auto estima. Essa conduta pode estar ligada ao controle de determinada pessoa, atingindo-a de forma degradante sobre o seu comportamento. Quando se fala de criação dos filhos, podemos acabar nos deparando com situações que podem ter um grande impacto negativo nas crianças.

Cuidado com o que fala
Existem diversas formas de impor regras e estabelecer limites com as crianças, devemos ficar atentos para não praticarmos a comunicação violenta com a criança, pois isso terá um resultado negativo para seu desenvolvimento como pessoa. Pense em formas menos negativas de realizar a abordagem com a criança, confira abaixo exemplos de frases que podem ter um peso – negativo – muito maior do que a lição que você quer passar para a criança:

Se fizer tal coisa ficará de castigo / Se agir assim vou te castigar
Ao utilizar essa comunicação com a criança, ela pode interpretar como tom de ameaça, uma vingança sua pelo ato realizado. Prefira conversar com ela explicando os motivos pelos quais ela não deve tomar aquela atitude, ao invés de ameaçar com algum tipo de punição. A conversa é a melhor ferramenta, e quando a criança consegue compreender os motivos, pode ter uma aceitação muito maior do que uma proibição momentânea de alguma brincadeira.

Faça como seu irmão / seja mais como seu irmão / o seu irmão não é assim
Quando se faz comparações neste nível, a criança se sente humilhada e incapaz de atingir aquele objetivo. Pessoas são naturalmente diferentes umas das outras, mesmo que o irmão se comporte “melhor” não quer dizer que deve-se fazer comparações entre eles. Ao invés de fazer esse tipo de julgamento com a criança, invista seu tempo em incentivá-la positivamente. Além de tudo isso, ao fazer a comparação você acaba transmitindo para a criança a informação de que pode gostar mais do irmão do que dela, o que pode gerar um ciúme desnecessário – que pode acabar se desenvolvendo de forma que afete até a vida adulta dos seus filhos.

Não gosto de você / você não me ama / por isso que seu pai não gosta de você
Esse tipo de violência psicológica pode ter influências extremamente negativas na vida da criança. Ao falar dessa forma, você transmite que não existe amor entre as partes, a criança pode sentir que você está com ela por obrigação, o que pode acarretar diversos problemas psicológicos, como ansiedade e depressão.

Você não se comporta / você me faz passar vergonha / você não tem jeito
Além de humilhar a criança, ao se comunicar dessa forma você faz com que ela acredite que é dessa forma. Ela passa a pensar que ela é uma má pessoa, que é uma criança que envergonha os outros, que não tem jeito. Lidando dessa forma com a criança você apenas desenvolve negativamente os pensamentos. Ao invés de falar dessa forma, procure conversar de forma positiva de forma que a incentive a se comportar de outra maneira e mostre seu apoio para essa mudança positiva.

Invista em Disciplina Positiva
Como já falei no outro post, a Disciplina Positiva tem como base o afeto, respeito e aprendizado mútuo. Ela leva em consideração que o adulto também aprende com a criança, adapta sua forma de educar e, mesmo na imposição de limites, baseia suas regras na empatia e no amor. Deixe de lado os argumentos com peso negativo, as frases que causam humilhação e medo podem afastar mais a criança e piorar seu comportamento. Reforce a comunicação positiva e aprenda a lidar com a individualidade de cada filho, você verá que os resultados serão muito melhores para ambos os lados.

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