Saúde
12 jul 2022

Álcool e Adolescência

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Quando seu filho está chegando na adolescência começa a surgir aquela preocupação: se vai sair para festas, que horas vai chegar, se irá consumir álcool – e agora?! Hoje vim falar mais especificamente do tema do álcool na adolescência, assunto que devemos estar atentos desde sempre, pois o consumo de bebidas alcoólicas pode afetar as pessoas em diversas fases da vida.

Menores de idade: infelizmente ainda existem alguns casos em que as famílias oferecem aquele “golinho” para a criança provar, seja um espumante na virada do ano, a espuminha da cerveja ou até mesmo um pouco de vinho. Essa atitude pode trazer diversos malefícios ao longo do desenvolvimento da criança, afetando sua saúde física e mental. O consumo de bebidas alcoólicas é proibido para menores de 18 anos.

Idade permitida: no Brasil a idade para o consumo de bebidas alcoólicas é permitida a partir dos 18 anos, porém especialistas afirmam que ainda pode ser prejudicial o consumo até os 20 anos de idade. O cérebro ainda está se desenvolvendo durante este período, por isso o consumo de álcool pode trazer prejuízos no desenvolvimento cognitivo.

Normalização: para algumas famílias é comum que exista o consumo de álcool, seja nos finais de semana, datas comemorativas e até naquela quarta-feira que tem o jogo do seu time do coração. Isso pode fazer com que o adolescente seja influenciado pelo fato de que é normal consumir álcool, o que com o tempo pode levar a dependência.

Dependência: ao iniciar a ingestão de álcool quando jovem é possível que, com o tempo, se desenvolva uma dependência psicológica e até mesmo física. Isso pode se dar pelos fatores de frequência de uso, abuso de álcool e até mesmo questões genéticas de alcoolismo na família.

Proibir X Fazer escondido: esse é um tema conflitante pois, como pais, podemos pensar que ao proibir o adolescente de consumir álcool ele irá seguir nossa regra à risca – porém lembre-se: ele é um adolescente. Nessa idade as pessoas podem ser facilmente influenciadas por amigos, em encontros e festas, e acabam agindo pelas “costas” da família. Por isso, como sempre abordo em meus textos, a comunicação é a melhor solução. Converse com seus filhos sobre o álcool, seja aberto sobre o tema e traga fatos para sustentar seus argumentos. Se tratar do ponto de desenvolvimento biológico, por exemplo, mostre dados reais de pesquisas sobre a influência do consumo; se tiver dificuldade de abordar esse assunto, peça ajuda a um terapeuta qualificado para lhe ajudar nesse assunto.

Beber em casa X Beber na rua: outro tema que devemos ter atenção, pois se normalizamos e achamos mais seguro que o adolescente beba em casa, temos que ter a ciência de que ele pode repetir essa ação na rua. Lembrando de novo que ao lidar com adolescentes estamos tendo contato com uma pessoa que está em desenvolvimento constante, possui muita curiosidade e está tendo experiências totalmente novas em sua vida. Novamente reforço a importância da conversa: se seu filho, já maior de idade, pode consumir um vinho durante o jantar de família, fique atento ao nível de consumo e não incentive o consumo frequente.

Os pontos que citei podem ser generalistas, mas é importante lembrar da diversidade de culturas existentes no Brasil, bem como as diferentes tradições e estilos de vida existentes. O caminho mais válido é sempre seguir com a comunicação clara e assertiva, e se precisar de apoio contar com um profissional da psicologia para lhe auxiliar durante esse período de mudanças.

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