Diversos
16 out 2015

Andadores: Por Que Não Usar?

Imagem: Wikihow.com

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Uma das maiores emoções dos pais é ver que seus filhos estão crescendo. O primeiro sorriso, a primeira palavrinha falada, o primeiro dente e, claro, os primeiros passos, são sempre comemorados por aqueles que cuidam dos pequenos.

Por outro lado, essa ansiedade é tamanho, que em alguns casos podemos pensar que sugerir um andador irá facilitar a primeira passada do bebê. É importante você saber que na pediatria já uma unanimidade em dizer que o andador é totalmente NÃO RECOMENDADO. Hoje, o blog vai discutir a razão pela qual o andador não deve ser utilizado, e quais são os métodos mais recomendados para a saúde da criança.

Aqui no Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) ainda colhe várias informações relacionadas a andadores. Os acidentes com andadores, por exemplo, ainda é uma estatística que carece de muitas informações, e o órgão conta com a ajuda de hospitais e pediatras para completar essa informação com mais exatidão.

O ponto, de fato, é legitimar a proibição de andadores no país, o que já ocorre desde 2013 (maiores informações no decorrer do post). Em várias outras nações (Canadá é um exemplo emblemático) também já proibiram a comercialização de andadores em seus respectivos territórios, o que corrobora a ideia de que andador não é uma boa pedida para seus filhos.

Quais são os riscos dos andadores?
Em primeiro lugar, é importante falar sobre os riscos de acidentes do andador. Os responsáveis pelas crianças tendem a acreditar que o andador irá representar maior agilidade no aprendizado em andar e também daria muito mais independência, além do fato de que talvez fosse mais “higiênico” deixar o bebê num andador do que se arrastando pelo chão.

No entanto, imaginem as inúmeras formas de perigo para uma criança no seu campo de visão. Escadas, cantos de mesa e piscina são os mais alarmantes, mas também teremos que pensar nas coisas que elas encontram pelo caminho e podem pegar (fios de alta tensão), derrubar em cima dela (TVs) ou levar à boca (produtos químicos).

Não só os perigos da casa justificam a proibição do andador. Os mesmos especialistas afirmam que o andador não ajuda em nada no desenvolvimento motor da criança. Quem pensa que o “simulador de caminhada” estimula o andar está bem equivocado.

O que se percebe são crianças mais “preguiçosas” quando saem do andador. Isso sem contar passadas “tortas” que tem relação com o seu período no aparelho. Ou seja, o que se percebe é que as “vantagens” do andador já estão ultrapassadas e esclarecidas.

É claro que o uso de andadores está muito mais relacionado ao conhecimento de que muitas pessoas já fizeram uso do aparelho e não tiveram nenhum problema. Numa mesma família é possível conhecer muitos filhos que utilizaram e passaram isso de geração em geração.

Porém, isso não deixa de ter um fator “sorte” atrelado a isso. A prova está no próprio comércio, que pouco antes da proibição já vinha acompanhando uma queda na procura por andadores. A justificativa disso é a opinião dos consumidores, que já não vinha qualquer benefício pelo produto, além da não adesão de novas crianças na família utilizando andadores.

A proibição do andador
Foi a Justiça do Rio Grande do Sul que, em 2013, determinou a suspensão da comercialização dos temidos andadores infantis, o que foi validado para todo o Brasil. A ação foi proposta em ação civil elaborada pela própria Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que alertava os riscos – até mesmo de morte 0p de acidente trazidos pelo andador.

As sequelas também estavam no processo, enriquecendo ainda mais a peça judicial. Na época, a Juíza de Passo Fundo (RS), Lizandra Cericato Villaroel, ainda determinou uma multa de R$5 mil por dia descumprimento da medida.

Ainda de acordo com a SBP, cerca de 850 crianças chegaram à unidade de emergência em hospitais no decorrer do ano de 2012, sendo 60% delas com lesões na região da cabeça. Em 2013, houve 3 relatos de morte ocasionados por acidades envolvendo andadores.

Isso já foi alarmante o suficiente para que o processo fosse mais acelerado e a decisão valesse para todo o território nacional, mesmo cabendo recurso. Mesmo com a proibição, o órgão médico pede para que os pais tenham consciência dos riscos, já que muitos comerciantes ainda insistem em vender o produto.

Como se não bastasse, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecbologia) realizou, também em 2013, teste com os andadores de todas as marcas produzidas no Brasil. TODAS foram reprovadas. Isso fez com que a determinação cobrisse também os fabricantes, que não respeitavam os parâmetros determinados pelo controle de qualidade.

A pediatra do Hospital Albert Einstein (São Paulo), Renata Walksman, viu a medida judicial como uma grande vitória. Ortopedistas também apoiaram a decisão, já que os andadores também representam malefícios para o desenvolvimento ósseo das crianças.

Entendendo as fases da criança
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) afirma que as fases da criança deverão ser respeitadas para que os pais não se preocupem na demora da criança em andar de já levem em consideração o uso de andadores. Logo abaixo você encontrará as informações necessárias para cada uma dessas fases e, caso você encontre alguma demora no aprendizado da criança ou até mesmo dificuldade, se faz necessário buscar a opinião de um especialista.

A fase do “sentar” (até os 7 meses): Esse é o momento em que o bebê já é capaz de se manter em pé). Sendo assim, você já pode deixa-lo no chão, mas em cima de um tapete feito com material emborrachado. Os brinquedos podem ficar espalhados, pois isso estimula a sua “busca”. Não esqueça que nessa fase a criança leva à boca tudo o que pega, e por isso eles devem ter brinquedos que podem ser mastigados sem problema.

Muito cuidado também com as tomadas e outros objetos que representam qualquer tipo de perigo ali em seu campo de visão. Nunca deixe as crianças sem supervisão.

A fase do “engatinhar” (até os 9 meses): Esse é o momento mais reconhecível, pois todos nós adoramos. É nesse momento que a criança irá explorar ainda mais o ambiente. Alguns pais chegam a colocar um rolo na barriguinha do bebê pra facilitar o processo, mas na maioria dos casos nem será necessário.

É de suma importância a fase do engatinhar porque é aqui que a criança irá iniciar o desenvolvimento da coordenação, além do fato de que explorar o seu ambiente é um ganho muito vantajoso.

Apesar do andador não ser mais indicado, o cercadinho pode ajudar bastante. Coloque os brinquedos no cercadinho e faça seu filho(a) feliz!

A fase “em pé” (10 meses): Chegou o momento em que seu filho deverá ficar em pé sozinho. No começo é difícil e um tanto quanto atrapalhado, mas é tão importante quanto as outras fases por ser um intermediário infalível e uma etapa preliminar para a caminhada. Sempre que possível, fique com a criança no chão.

Estimule a equilíbrio e a transferência do peso colocando as mãos no seu quadril e fazendo movimentos (bem leves!) sem deixa-lo cair, mas forçando a tentativa de se manter em pé. Também faça com a criança ande se apoiando em suas mãos ou em móveis. Porém fique muito atenta com possíveis quedas e quinas de mesa.

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Uma boa semana com muita inspiração.
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