Diversos
14 abr 2016

Blog: Depois que Pari

Blog: Depois que Pari

Carol e seu filho, Rudá, completando 1 ano brincando de índio

Hoje o post é de mais uma mãe empreendedora. Se você é mãe, mudou de área e resolveu empreender depois da maternidade, me conte a sua trajetória e divida com os leitores do Dicas Pais e Filhos. A sua trajetória pode inspirar milhares de outras mães. Vamos ao texto da Carolina.

Carolina Daussat, mãe do Rudá, casada com Boris. É uma mãe brasileira que mora na França, doutora em química e escreve sobre a maternidade, empoderamento materno e feminino no blog “Depois que Pari”.

Nascimento do blog.
O “depois que pari” nasceu do meu desejo de poder partilhar o que estava sentindo e vivendo desde o início de minha gestação. Porém, por várias questões, dentre elas a falta de coragem, ele nasceu mesmo apenas depois que pari. A passeio no Brasil, para apresentar meu filho à família, senti um chamado para iniciar essa aventura. Acordei numa manhã de sábado e me pus a escrever meus primeiros posts. Na realidade, esse blog nasce no auge da minha crise pessoal, com a morte de quem eu era e o nascimento de uma nova mulher-mãe.

Iniciei com escritos bem pessoais, relatos do momento pré e pós-parto, mas me impressionei com o número de mães que se identificavam com minhas histórias, e isso me motivava ainda mais a falar. Foi então que tive um insigth: é preciso falar sobre essas coisas, é preciso desconstruir a maternidade cor-de-rosa que nos ilude. E então eu percebi que eu deveria dar a minha contribuição para o empoderamento materno-feminino, mostrando e incentivando centenas de mães que elas não estão sozinhas!

Trajetória. Antes de me casar eu não pensava em ter filhos, realidade de muitas mulheres na atualidade. Pensava muito em minha carreira e foi a ela que me dediquei por muitos anos. Conclui a faculdade, um ano e meio depois parti de minha cidade para fazer um mestrado e em seguida o doutorado, do qual parte foi realizado na França. Ao finalizar o doutorado, partimos eu e o companheiro, para uma viagem de 3 meses com nossa Cremusca (um fusca 1979), e percorremos 17 mil Km pela América do Sul. Ao fim dessa aventura, mal sabíamos que a verdadeira aventura e mudança em nossas vidas estavam para começar: me descobri grávida! E a partir daí, feliz e surpresa com a linda novidade mergulhei de cabeça nesse mundo que hoje se tornou a maior paixão da minha vida!

Motivação e missão. O que mais me motivou foi a solidão. Eu imaginava que estava sozinha pelo fato de morar fora do país. E quando comecei a pesquisar e partilhar com outras mães em grupos de redes sociais, pude perceber que mesmo aquelas que vivem esse momento ao lado de seus familiares e amigos também se sentem sozinhas. Foi então que me motivei ainda mais para entrar nessa luta por mais compaixão e empatia entre nós mães.

Eu sinto que a minha missão é me aproximar cada vez mais de mães que necessitam de auto-confiança. Eu penso que, quando duas ou mais mulheres vivenciam e trocam experiências do seu auto-poder adquirido com base em suas maternidades, e embora estas vivências sejam distintas para as mães, elas não afetam negativamente sobre suas escolhas, mas pode acrescentar positivamente suas percepções e ideias sobre as experiências pessoais contribuindo para o crescimento coletivo. Não impõe e não desconsidera; não julga e não hostiliza as escolhas de outras mães, apenas acrescenta e proporciona a evolução de todas envolvidas, onde a conquista é celebrada, num crescimento conjunto constante. Esse é o meu papel depois que pari: ajudar mães a descobrirem seu auto-poder e a se reconstruir coletivamente.

Participei mais ativamente em muitos grupos de facebook sobre maternagem e empoderamento materno. Fico muito feliz quando vejo que minha mensagem ajudou alguma mãe. Já recebi mensagens de mulheres que pariram divamente e orgulhosas após lerem meus relatos; outras que se sentem acolhidas por viverem situações semelhantes às minhas.

Apoiar e ajudar a mulher-mãe a encontrar a força dentro de si mesma, uma vez que as mães não alcançam o seu empoderamento pessoal, é muito provável que irá encontrar em conceitos pré-estabelecidos. Neste ponto, corre-se o risco da mãe não se apropriar da sua maternidade e torna-la “direcionada” a estes diversos conceitos recorrentes, não conseguindo mais identificar o seu auto-poder pessoal.

Perspectivas. O meu trabalho é ainda virtual, uma vez que moro fora do Brasil. Apesar de me sentir uma gota no oceano, eu tenho a sensação de que muita coisa está mudando para melhor nesse mundo, sobretudo para as mulheres, a jornada ainda será longa, mas nós já sabemos o caminho.
A fim de atingir um maior número de mulheres, estamos prevendo uma nova plataforma, e parcerias com outros grupos maternos e femininos, afinal o empoderamento materno é antes de qualquer coisa empoderar-se como mulher!

Nessa plataforma iremos também tratar bastante sobre o tema da maternidade no exterior.

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4 Comentários
  1. 14/04/16 - 10h33

    Gratidão Gabi pelo apoio a nossa nova iniciativa!
    Com certeza muito importante para nós mulheres e mães!
    Você é também uma grande inspiração pra nós! ❤️

    • 21/04/16 - 19h20

      Muito obrigada pelo carinho e o que precisar estou a disposição.
      Beijos, Gabriella

  2. Erica Tenorio
    15/04/16 - 16h40

    Aprecio pessoas que se preocupam com os outros. Que sua mensagem ainda ajude muitas e muitas pessoas!

    • 21/04/16 - 19h16

      Linda mensagem!! Obrigada pelo carinho comigo e com a convidada super especial.
      Beijos, gabriella

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