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24 set 2013

Pais que criam os filhos sozinhos

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O post de hoje foi um tema enviado por um leitor do blog que cria os seus filhos sozinho. Nos dias de hoje encontramos uma significativa quantidade de pais que participa ativamente na criação de seus filhos e um número que cria seus filhos sem a presença da mãe. Essa ausência de mãe, pode ser por diversas razões, a mais comum delas é separação ou morte, mas hoje temos uma grande quantidade de homens solteiros que estão adotando crianças.

Trocar a fralda do bebê e levantar várias vezes à noite para conferir a temperatura, preparar a lancheira da criança e voltar a estudar matemática para ensinar o filho. Esses e outros cuidados, rotina das mães, agora são cotidiano de muitos homens que, sozinhos, criam seus filhos. O número de pais solteiros aumentou 28% em pouco mais de uma década, segundo estudo sobre a desigualdade de gênero e raça divulgado pelo IPEA na semana passada.

O Brasil começa a adotar um modelo de família bem mais comum nos Estados Unidos e na Europa, onde, isso acontece desde a década de 90.

A maior dificuldade dos homens é ajustar a rotina de trabalho à da casa. Mas a necessidade faz desenvolver algumas percepções que ficam escondidas quando não são exercitadas. Os homens encontram dificuldades em acompanhar os estudos, tarefas diárias da crianças, questões de higiene e muitos tem dificuldades em lidar com as filhas mulheres.

Mas vale a pena lembrar que o lado psicológico da criança tem que ser acompanhado, porque afinal de contas, tanto o pai quanto a mãe são muito importantes no processo de criação. Nenhuma das duas figuras é substituível.

Segue o relato de um pai que cria os seus filhos sozinho:

“O policial federal de Santo André Dennis Russo Ferrão, 41, perdeu sua mulher ao fazer um transplante de fígado e ele ficou responsável pela criação de Andrey, 14, e Dhara, 9. “Meu trabalho e minha vida não tinham rotinas, horários, e sempre viajei muito. O primeiro ano após a morte da minha mulher foi difícil, até que consegui mudar da casa em que vivíamos, ficar um tempo de licença pra reordenar tudo, levar e buscar as crianças na escola, reorganizar a rotina mesmo.”

A alimentação era à base de miojo e muita comida pronta, e a família usava copos e pratos descartáveis. “Era mais fácil jogar fora que lavar”, relembra Ferrão. As tarefas de casa também foram divididas entre eles, o que ajudou os filhos a amadurecerem depressa, na opinião do policial.

Para afastar o pensamento da perda da mãe, Ferrão procurou mantê-los ocupados com hábitos saudáveis, como esportes. “Foram ainda muitas idas a psiquiatra e psicólogos, e apoio de parentes, amigos, e da própria escola deles.”

Após um ano e meio, ele se apaixonou e resolveu se casar novamente. “Conheci minha atual mulher no momento em que ela havia perdido o pai, e logo nos identificamos. E eu que dizia que nunca mais queria casar, após quatro meses estava no altar. Meu lar foi refeito. Minha filha ganhou novamente uma referência feminina, ela que já se inspirava em minhas roupas camufladas. E a vida voltou a ter equilíbrio.”

As dificuldades ficaram para trás, mas Ferrão mudou. “Ser mãe e pai ao mesmo tempo nos traz outra perspectiva. Eu os deixava na escola e os via ali, tão pequenos, carregando seus futuros dentro daquelas mochilas, sem ter ideia do que seria o nosso futuro como família. Mas tudo isso nos ajudou a crescer e nos uniu ainda mais.”

Se você conhece algum pai que cria o filho sozinho, venha me contar! Todos os comentários são sempre muito bem vindos.

Depoimento: Diário do Grande ABC, consultado em 20 de setembro de 2013.

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